quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE!

Como esquecer a primeira vez!? Certamente quando nos deparamos com uma situação inédita, logo o nervosismo e a ansiedade tomam conta do “nosso ser”. Mas, isso é normal, ou seja, aquele frio na barriga, as mãos suadas, a respiração curta, tudo isso representam sintomas característicos da famosa “primeira vez”.

Certa feita, um advogado recém iniciante ao mercado de trabalho, estava a caminho da sua primeira audiência como profissional, sozinho. A audiência, trabalhista, era no interior do Estado de Sergipe, na cidade de Maruim.

Logo que chegou ao fórum, sem muita demora fora feito o “pregão”. Nervoso, o advogado e o seu cliente adentraram na sala de audiências e logo sentaram nas primeiras cadeiras que viram ao redor da mesa. A outra parte e seu advogado se acomodaram do outro lado da mesa, mas, com um olhar desconfiado para o advogado estreante e seu cliente. Ato contínuo, o juiz, dirigindo-se ao advogado estreante, questionou sobre a possibilidade de uma conciliação, momento em que recebeu a seguinte resposta: “Mas, Excelência, estamos representando o reclamante e, nesse caso, o reclamado é que deveria apresentar uma proposta de acordo”. O Juiz, fitando o advogado iniciante, respondeu: “Ah, desculpe doutor, é que o senhor está sentado no local destinado ao reclamado e por essa razão me dirigi a vossa senhoria”.

Percebendo a gafe (na Justiça do Trabalho o reclamante acomoda-se à esquerda do magistrado e, o reclamado, à direita) o advogado iniciante levanta-se de imediato e, todos se levantam também, trocando as partes de lado.

Prosseguindo-se a audiência, as propostas de conciliação foram sendo apresentadas e, ainda nervoso, o advogado estreante, após conversar com o seu cliente, quando já ia se dirigir ao Juiz para informar que havia aceitado o acordo, não conseguiu apoiar o braço à mesa e, literalmente só não foi ao chão porque o magistrado estava muito atento e o segurou, dizendo: “Calma doutor! Não precisa cair no chão, vamos finalizar o acordo”.

Pois é, prezados alunos, a primeira vez é inevitável, a primeira apresentação em seminários e discussões. O medo e o nervosismo são normais e, muitas vezes não é privilégio do estreante. Encarem com normalidade tal situação, é o primeiro passo e, depois disso, a caminhada continua.

Ah, o advogado estreante, nervoso, que quase caiu da cadeira, foi esse quem vos escreve. Um abraço a todos!

5 comentários:

Leila Barreto disse...

Eu já sabia desde o início que era o senhor! kkk

Mas tá é gostando disso aqui hein??
Até me convencer já convenceu!kk

Quando vem a próxima postagem? kk

Beijos

Unknown disse...

Eu também percebi que ja era o senhor.
kkkk

Estou pensando bastante nos seminários que virão a seguir, morro de nervosismo neles.
Me acostumarei. rsrs

Thiago Almeida
1º periodo Direito-Itabaiana

A.S.C. disse...

Ah essa foi a melhor fessor rss..mas eh assim mesmo né? a primeira vez tem que se esperar tudo, mas que bom que pelo menos o Senhor nao desabou no chao ne?...rsss adoro suas aulas Prof. abraçoss e bem que tu disse que o perigo que podia me ocorrer seria me apaixonar pelo curso, já ta fluindo.

Feliz pascoa Dr. =D

Anônimo disse...

ANA SENHORA.
QUE MICO!


parabéns,TDB.

Unknown disse...

Olá Professor, me aliviou muito em saber que até os mestres de hj já erraram no passado. Estou prestes a passar por essa prova de fogo. Vou realizar minha primeira audiência cível em breve e estou morrendo de medo. Se fosse possível, gostaria de obter umas dicas com o Doutor (lr_pimentel@hotmail.com). Obrigada